quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Veja íntegra de algumas das reportagens que faturaram o Esso 2011

Para acessar o conteúdo da reportagem basta clicar sobre a matéria abaixo.

Prêmio Esso de Jornalismo

O patrimônio e as consultorias que derrubaram Palocci --Folha-- Andreza Matais, José Ernesto Credendio e Catia Seabra

Reportagem

O nascimento de Joicy --Jornal do Commercio (Recife) -- Fabiana Moraes

Regional Norte/Nordeste
O paraíso às avessas --Jornal do Commercio (Recife)-- Ciara Carvalho

Melhor repórter cinematográfico
(Prêmio distinção e contribuição ao telejornalismo)
O resgate de dona Ilair --Rogério Miguel de Paula-- Rede Inter TV

E o troféu "Pinóquio" vai para...

Carlos Lupi, do Trabalho, ou melhor, aquele que dá trabalho para a presidente Dilma, leva prêmio "Pinóquio" 2011.

Veja trajetória até a consagração!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Roubaram até as vassouras do ato contra corrupção

É demais, não é? Surrupiaram 50 vassouras do ato promovido por entidades, em Brasília, que pediram o fim da corrupção.

Leia aqui notícia completa

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Uma análise isenta sobre os 10 anos dos atentados nos EUA

O mundo não mudou com o 11 de Setembro

Rubens Barbosa - O Estado de S.Paulo

Em 11 de setembro de 2001 o mundo surpreendeu-se com os ataques às torres gêmeas, ao Pentágono e, se um deles não tivesse sido abortado, possivelmente o Congresso ou a Casa Branca teriam sido atingidos.

Como embaixador em Washington, acompanhei de perto a perplexidade da sociedade norte-americana ao ver aviões, sequestrados por membros da então pouco conhecida organização terrorista Al-Qaeda, serem usados como verdadeiros mísseis contra os símbolos do poder dos EUA em New York e em Washington.

A reação do governo americano, no entanto, não tardou. A decisão do presidente George W. Bush de declarar combate total ao terrorismo e de proclamar, talvez de forma excessiva, os EUA uma nação em guerra recebeu apoio de todos os americanos. Formou-se um consenso de que o mundo a partir daquele instante seria outro.

"O mundo mudou", era o que diziam os analistas e o que se lia na mídia internacional. Passados dez anos, já com alguma perspectiva histórica, cabe examinar quais as reais consequências daqueles atos terroristas.

Ao contrário do que se afirmou na época e ainda hoje se repete, o mundo não mudou. O que de fato mudou foram os EUA - para pior - e a agenda internacional, na qual segurança e terrorismo passaram a ter prioridade absoluta, por influência de Washington.

Os EUA, logo após os atentados, e durante o primeiro mandato Bush, reagiram com mão pesada e ampliaram as suas ações globais de forma unilateral.

Embora o ataque ao Afeganistão tenha sido aceito pela comunidade internacional em virtude do objetivo declarado de capturar Osama bin Laden - responsável pelos atos terroristas -, a invasão do Iraque, baseada em evidências falsas, despertou condenação generalizada dentro e fora do país. A Estratégia de Segurança Nacional, de 2002, reforçou o poder dos EUA ao afirmar a nova doutrina de ação preventiva e de mudança de regime, para assegurar a defesa dos interesses do Estado norte-americano.

O mundo naquele momento era unipolar, como já acontecia desde a queda do Muro de Berlim e a primeira Guerra do Golfo, em 1991. O multilateralismo estava em declínio e as Nações Unidas se viam marginalizadas.

No âmbito doméstico, foram aprovadas legislações radicais que afetaram o modo de vida dos que vivem no território americano e arranharam a Constituição, no capítulo das liberdades civis. O Patriot Act, verdadeiro Ato Institucional n.º 5, suspendeu o habeas corpus, restringiu a livre movimentação de pessoas, invadiu sua privacidade e, por meio de ordens executivas presidenciais posteriores, permitiu o uso da violência física para obter informações, como comprovado pelas notícias de tortura em Guantánamo, Abu Ghraib (Iraque) e em alguns outros países ocidentais e do Oriente Médio, cooptados pelo governo dos EUA. Esses instrumentos de repressão a suspeitos de ações terroristas ainda estão em vigor.

Algumas percepções - tomadas como verdades absolutas depois dos ataques - mostraram-se equivocadas:

Os EUA manteriam um papel central no mundo e sua liderança global seria incontestável.

Já no segundo mandato de George W. Bush a situação começou a mudar, mas a preocupação com o terrorismo se manteve alta. O poder unilateral dos EUA foi perdendo força, mas a doutrina da "guerra global contra o terror" não desapareceu, como se viu na invasão do espaço aéreo do Paquistão para capturar e matar Bin Laden e nos ataques com veículos não tripulados à liderança da Al-Qaeda no Afeganistão.

A segurança do Ocidente ficaria refém da luta contra os terroristas islâmicos por longo tempo.

Na realidade, o choque de civilizações não ocorreu e a ideia de que no século 21 seria criado um califado islâmico global provou ser uma fantasia dos conservadores bushistas.

O Oriente Médio se transformaria por influência da democracia liberal ocidental.

Rejeitando interferências externas, os movimentos populares que ocorrem no Oriente Médio e no Norte da África, não são resultado de pressão liderada pelos EUA.

Nos últimos dez anos o mundo virou de ponta-cabeça, alterando-se de forma radical a geopolítica e a economia global. O atual cenário internacional, contudo, pouco ou nada tem que ver diretamente com os atentados do 11 de Setembro. A disputa entre Israel e Palestina, conflitos regionais e a crise econômica e financeira que começou em 2008, e novas formas de terrorismo, como a eletrônico, via internet, continuam ou surgiram com dinâmica própria.

O século 21 está sendo moldado por forças que pouca relação têm com o 11 de Setembro. Não se ouve mais falar de guerra ao terror. Os EUA estão se retirando do Afeganistão e do Iraque. O custo das duas guerras e da indústria criada para combater o terrorismo, que sobe a mais de US$ 4 trilhões, agravou os gastos do governo, um dos motivos da deterioração da estabilidade da economia norte-americana.

O cenário internacional transformou-se, mas as reais mudanças são consequência, sobretudo, dos desarranjos das economias dos países desenvolvidos e do aparecimento dos emergentes, como, em especial, China, Índia, Rússia e Brasil. Com isso os EUA tiveram reduzido seu poder relativo na esfera política e econômica e o multilateralismo readquiriu força. Com o deslocamento do eixo dinâmico da economia global do Atlântico para o Pacífico, os novos polos de crescimento e de atração política são o maior desafio que os EUA enfrentam nos dias de hoje. Os problemas econômicos gerados pelo fracasso do sistema bancário ocidental e pela crise da dívida soberana custaram à Europa a perda de qualquer pretensão de poder e aos EUA, os AAA concedidos pelas agências de rating.

O 11 de Setembro, que o mundo acaba de lembrar, não foi uma ruptura na história das relações internacionais, mas o ponto mais elevado de tensão antiocidental.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Alô, Alô, Delegacia Fluvial!

Há um festival de arrancadas, rachas e brincadeiras perigosas sendo praticadas todos os fins-de-semana por pessoas que pilotam potentes Jet-skis no Lago Paranoá. E tudo, há poucos metros de locais impróprios como píeres, áreas de banho e margens do espelho d´água.

A baderna ocorre, geralmente, aos sábados e domingos pela manhã nas proximidades da Ascade - Associação do Servidores da Câmara dos Deputados, no Setor de Clubes Sul.

Os aventureiros se arriscam e arriscam a vida dos outros há menos de 100 metros de onde se pode ver a carcaça do Barco Imagination que naufragou ali próximo, em maio deste ano, e deixou 9 mortos.

Uma passadinha da Inspeção Naval por lá poderia dar sossego aos demais usuários do Lago.


sexta-feira, 29 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mostra gratuita de cinema árabe no CCBB

A Mostra de Cinema Árabe reúne filmes de dez países: Argélia, Egito, Emirados Árabes, Iraque, Jordânia, Líbano, Marrocos, Palestina, Síria e Tunísia e busca “abrir uma janela para que outras culturas possam ser vistas com olhar mais reflexivo, tornar o diferente mais conhecido”, afirma Nágila Guimarães curadora da mostra junto a Lina Menzli.

Foram selecionados 17 filmes, a maior parte obra da nova geração de cineastas. Cada país de origem tem suas particularidades reveladas, sendo o cinema o instrumento de mediação dessa diversidade cultural. São obras aclamadas pela crítica internacional e que fizeram parte dos principais festivais mundiais – Cannes, Sundance, Toranto, Veneza e Berlim.

O segundo longa-metragem da diretora Raja Amari, Segredos Enterrados (Buried Secrets, 2009), foi escolhido para a abertura da mostra. O filme participou das competições dos festivais de Veneza e Abu Dhabi. Raja e Lina Chaabane Menzli, produtora, ambas tunisianas, estarão presentes ao evento e participarão de debate com o público.

"No âmbito da exposição Islã - Arte e Civilização, o CCBB traz mais uma faceta da arte dos países árabes ao público brasiliense," ressalta Luiz César, Gerente de Programação da instituição. A iniciativa conta com apoio de diversas instituições como o Instituto da Cultura Árabe, Embaixadas da França, Egito, Marrocos, Síria e Argélia no Brasil e Cinemateca da França no Brasil.

Entre as produções premiadas: Caindo por Terra (2008), de Chadi Zenedine; Filho da Babilônia (2009), de Mohamad Al Daradji, nomeado em 2010 pela Revista Variety como o Cineasta do Ano do Oriente Médio ; Cidade da Vida (2009), de Ali Mostafa, primeiro filme dos Emirados Árabes a ser distribuído nacional e internacionalmente; Outra Vez (2009), de Joud Said, o mais jovem diretor sírio a concluir um longa-metragem; Microfone (2010), de Ahmad Abdallah, primeiro filme egípcio a receber o prestigioso prêmio The Golden Tanit do festival de Cartago 2010; e Fora da Lei (2010), de Rachid Bouchared, filme indicado ao Oscar 2011 de melhor filme estrangeiro.

A Mostra de Cinema Árabe de Brasília exibirá também três documentários: VHS Khaloucha (2006), de Néjib Belkadhi, a história hilária de um cineasta amador que produz longa-metragens em VHS ; Port of Memory (2009) filme palestino e Reciclar (2007), do diretor Mahmoud Al Massad, que revela o ambiente social gerador de terroristas e imigrantes.

No dia 6 de julho, às 19h30, haverá outro debate, conduzido por Tania Montoro, PHD em Comunicação Audiovisual e Publicidade pela Universidad Autônoma de Barcelona (2001) com pós-doutoramento em cinema pela Universidade Federal do Rio de Janeiro(2009), e Guaracy Araújo, mestre em Filosofia (UFMG) e professor de Ética e Filosofia Geral na PUC-MG e na Fundação Dom Cabral (Belo Horizonte - MG).

Serviço

Onde:
CCBB Brasília

Endereço: SCES Trecho 2, conjunto 22 – Brasília

Quando: De 28/06/2011 a 10/07/2011

A que horas: Terça a Domingo, Das 9h às 21h, consultar horário das sessões na programação.

Quanto: Entrada franca

Informações: (61) 3310-7087